Por Tatiana de Mello Dias
(Gabriela Barreto/Garapa)
Foi meio tropicália, meio pós-moderno.
O aviso veio por celular: Lawrence Lessig e Gilberto Gil, dois nomes gigantes cujas trajetórias diversas se encontravam na cultura digital, estariam reunidos em uma festa em São Paulo.
A festa em questão era o lançamento da Casa da Cultura Digital - não exatamente o lançamento, já que o espaço foi aberto no meio do ano passado, mas uma celebração aos figurões que o tema conseguiu reunir. O nome oficial acabou virando ‘lançamento beta’.
Os portões estavam abertos. A Casa de Cultura Digital fica em uma vila italiana na Santa Cecília, região central de São Paulo. Lá funcionam várias empresas ligadas à tecnologia e sociedade. Mas, para a festa, vários computadores deram lugar a mesas de frutas e comidinhas.
Enquanto Lawrence Lessig conversava com dois convidados, Gilberto Gil batia um papo animado e tomava champanhe em outra roda. Lia Rangel e Rodrigo Savazoni, dois dos anfitriões da festa, puxaram o brinde com champanhe.
Disseram que Gil e Lessig se divertiram com a história do clone do blog do Planalto.
“Avisa o Lessig que o motorista dele chegou!”, alguém gritou. Gil conduziu o advogado americano ao enorme portão da vila. Saiu em seguida.
Muita gente esticou da Campus Party direto para Santa Cecília. Dos quatro integrantes da mesa sobre direitos autorais de quarta-feira, três estavam lá: Pablo Capilé, do Circuito Fora do Eixo, e Leo Germani, do HackLab, além do próprio Cláudio Prado, que é diretor do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital.
Daniela Silva foi da Campus Party direto para lá. “Estou acampada, só deu tempo de passar em casa e tomar banho”, disse ela, que falou sobre Civil Hacking no evento.
Do lado de dentro do casarão rodava “Homem-espuma”, segundo disco do Mombojó.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também estava por lá.
Guilherme de Almeida, assessor da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, contou sobre o Marco Civil – e disse que gostou muito da versão hackeada do blogs de sugestões criada pelo Partido Pirata.
O primeiro de cerveja lote acabou, tiveram que sair para comprar mais. Por volta das 22 horas o DJ começou a tocar.
“Casa da Cultura Digital, o lugar que cresce por dentro na base da marreta e das pessoas que conseguem agregar” diz a lembrança entregue aos presentes:
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