Começa no dia 17 de junho, a partir das 19h30, o Pioneiros da Arte Digital.BR – uma série de exposições on-line e encontros com artistas que tem como objetivo mapear e colocar em evidência a arte digital brasileira. Neste primeiro evento, os 30 anos das videocriaturas de Otávio Donasci serão abordados em um bate-papo entre o artista e Giselle Beiguelman (Diretora Artística do Instituto Sergio Motta). Haverá ainda a projeção de imagens e vídeos e a apresentação de uma videocriatura, tudo transmitido em streaming pelo blog do projeto.
A série Pioneiros da Arte Digital.Br, fruto de parceria entre o Instituto Sergio Motta e a Casa da Cultura Digital, se estende até 2011, com encontros mensais e estudos publicados on-line sobre artistas de perfis variados, como Augusto de Campos, Letícia Parente, Eder Santos, Fausto Fawcet e Mangue Beat. Todos fundamentais para a compreensão da arte digital brasileira.
Estes encontros são parte de um projeto de pesquisa das duas instituições envolvidas, o ArteDigital.BR. O objetivo é situar a criação relacionada à artemídia no campo da história da arte, além de desenvolver metodologias para dar conta da especificidade dessa produção, muitas vezes incompatível com os processos de arquivamento e processamento em coleções museológicas tradicionais.
”O Brasil é hoje um país relevante no panorama global da cultura digital mas, no que diz respeito à memória das práticas relacionadas a essa produção, o que se vê é a ausência de referências. E não só em arquivos, museus e bibliotecas, mas também na Internet, o que é mais grave”, diz Giselle Beiguelman.
O projeto é uma parceria do Instituto Sergio Motta – http://www.ism.org.br — e da Casa de Cultura Digital — http://www.casadaculturadigital.com.br/ .
Mais informações sobre o Artedigital.br: http://artedigital.ism.org.br/
Serviço
Pioneiros da Arte Digital.BR: Encontro com Otavio Donasci
Data: 17 de junho (quinta-feira), 19h30
Local: Casa da Cultura Digital – Rua Vitorino Carmilo, 459 / Barra Funda / São Paulo
O projeto Tor é utilizado pela Anistia Internacional e por entidades de defesa dos direitos humanos para garantir a liberdade de expressão e a integridade de pessoas que vivem em países submetidos a governos ditatoriais e querem manter sua identidade sobre sigilo enquanto navegam na Internet.
Com o Tor você pode navegar sem ser rastreado, assim, sua privacidade é garantida.
Venha conhecer o Tor e saber como ele funciona. Oficina seguida de debate sobre privacidade na Internet.
Data: Segunda, 22 de março
Horário: Das 20h às 22h30
Local: Casa da Cultura Digital
Rua Vitorino Carmilo, 459
Nos próximos dia 18 e 22 acontece, respectivamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o lançamento do Mozzilla Drumbeat, o novo projeto da Mozilla Fundation, que tem por objetivo fortalecer o conceito de open web e incentivar iniciativas nessa área.
A proposta é identificar ideias para melhorar a Internet, seja para torná-la mais segura, aberta, participativa ou permitindo que as pessoas tenham melhor controle de sua privacidade, conectá-las e ajudar a torná-las projetos reais. A ajuda varia de acordo com o grau de maturidade e do potencial de transformação do projeto e vai desde auxílio na divulgação até identificar possíveis financiadores.
Segundo Mark Surman, Diretor Executivo da Mozilla e o principal responsável pelo Drumbeat, “o evento oference um lugar para discutir por que uma Internet aberta é importante para a vida dos usuários. Ele também permitirá que os participantes proponham projetos práticos sobre os quais pretendem trabalhar com a Mozilla e a comunidade Drumbeat para fazer da Internet um lugar ainda mais aberto. O Brasil é um lugar repleto do espírito do Mozilla Drumbeat — mesmo pessoas sem conhecimento técnico engajam-se na construção de uma cultura digital para o futuro. Assim, faz todo o sentido realizar os primeiros eventos Drumbeat no Brasil. Esperamos ver quatro ou cinco projetos como estes no Brasil até o fim do ano.”
No Rio de Janeiro, o lançamento acontece a partir das 16h no prédio da FGV-Rio e em São Paulo, na Casa da Cultura Digital, a partir das 16h.
O Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, em parceria com a Casa da Cultura Digital, convida a todos em 24 de fevereiro para a exibição do filme, seguida de debate sobre infoativismo.
“10 táticas” mostra como o uso de aplicativos e plataformas de redes sociais como Google Earth, Twitter e Facebook podem ser usados para tranformações sociais positivas. O filme apresenta dez estratégias para transformar informação em ação, sendo especialmente importante para os interesssados nos usos de novas mídias, ativistas e militantes, em geral.
Stephanie Hankey, co-fundadora da ONG Tactical Technology Collective, realizadora do filme, explica: “A tecnologia e as mídias sociais revolucionaram a comunicação e a maneira de criar campanhas por causas locais ou globais. Podemos ver o poder dessa nova forma de comunicação na maneira como se acenderam os holofotes para a opressão sofrida pela população do Iraque e da Birmânia, recentemente, o que fez pressão nos governos daqueles países.”
“Usar tecnologia e mídias sociais também podem, no entanto, apresentar riscos enormes para os indivíduos em termos de segurança e visibilidade. Por isso, o filme fornece conselhos práticos por meio de histórias inspiradoras de grupos de direitos humanos que têm usado a tecnologia para maximizar o impacto do seu trabalho”, diz.
São contados casos de 25 ativistas de todo o mundo que têm usado com sucesso informações e tecnologias digitais para criar mudanças positivas. Isso inclui a história de Noha Atef, cujo blog, TortureinEgypt.net levou a libertação de prisioneiros inocentes no Egito. Na Índia, Dina Menezes explica como era fazer parte de um grupo que utilizou o Twitter para conseguir doadores de sangue e outras ajudas essenciais aos hospitais durante os ataques terroristas de Mumbai.
No Brasil, “10 táticas” foi exibido pela primeira vez no final de 2009 na Escola de Comunicação da UFRJ e agora chega a São Paulo para ser discutido e debatido na Casa da Cultura Digital. A roda de conversa sobre ciberativismo já tem a presença garantida do sociólogo e ativista Sérgio Amadeu, do presidente do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, Claudio Prado, do jornalista Rodrigo Savazoni, entre outros.
As 10 táticas para transformar informação em ação
1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos
Exibição do filme “10 táticas para transformar informação em ação” e debate sobre infoativismo
Nasceu, em junho deste ano, de utopias reunidas, a Casa de Cultura Digital. Éramos quase trinta – agora somos quase quarenta – a ocupar um castelo e uma casinha no Parque Savoia, “vila dos sonhos“, na Santa Cecília, em São Paulo. Ainda estamos discutindo quem somos e talvez este processo nunca termine. Mas já comemoramos realizações em que muitos de nós trabalhamos juntos, recebemos parceiros com objetivos comuns, partilhamos tristezas, e nos deliciamos com a convivência (quase) sempre harmoniosa de gente diferente e interessante.
No meio do caminho, em meados de outubro, apareceu outra casa pra alugar na vila. Ao lado do castelinho, com porta pra rua, aluguel acessível. O coletivo se reuniu, na manhã de 19 de outubro, pra avaliar a possibilidade de ocupação. “Cada um falou um pouco, quase todos convictos de que alugar a Casa 2 pode ser uma oportunidade interessante para a consolidação da Casa da Cultura Digital ao se criar a Escola de Cultura Digital”, registrou a Lia, no relato de reunião compartilhado em nossa lista de e-mails.
Desde então, a palavra “escola” apareceu 197 vezes na lista, realizamos quatro reuniões presenciais e trocamos muito nos corredores. E de um jeito meio atropelado – já que em dezembro pagamos o aluguel da terceira casa – vamos planejando e concretizando nossa escola. Na práxis de agir e (re)descobrir teorias. De maneira coletiva e colaborativa. Utilizando este blog e uma página wiki pra construir e registrar o caminho.
Somos mais de 40 pessoas envolvidas diretamente no processo de construção da Casa da Cultura Digital. O número aumenta a cada momento. Por hora, ONGs, INGs e empresas que fazem parte da Casa de Cultura Digital são:
Levou pelo menos seis meses para acontecer. Levou quase 10 anos. Pensando bem, a Casa de Cultura Digital é resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo.
Mas o que é a Casa da Cultura Digital? Cada um dos quase 30 40 utópicos que estão por ali terá sua explicação. Cada um que escuta certamente entende de um jeito diferente. Daria pra dizer que são cerca de 10 organizações ligadas de alguma forma à cultura digital que resolveram se juntar num mesmo espaço físico para trabalhar melhor – o que chamam de cluster por aí. Mas isso seria demasiado simplista. É muito mais.
A CCD é um espaço de troca, por onde circulam idéias, projetos, pessoas. São pessoas e organizações tentando encontrar um modo de convivência e de convergência que respeite as individualidades, as diferenças, as diversidades. Pra quem acredita que o digital é algo mais do que uma mudança estética.
Ainda estamos construindo – el camino se hace al caminar. Sempre estivemos construindo, aliás. Ali faremos pesquisa, desenvolvimento, articulação de idéias e formação. Jornalismo multimídia. Redes. Plataformas. Sites. Utopias.
Fica o convite aos visitantes desta página para que nos conheçam, que passem ali para uma visita, um chope, uma idéia, um café, um projeto. E vamos que vamos.